Pacientes Onco-Hematológicos

Cuidados bucais podem evitar muitos problemas em pacientes submetidos a quimioterapia, radioterapia ou que estão se recuperando de um transplante de medula óssea. As principais manifestações orais destes tratamentos são:

Mucosite oral: feridas na mucosa da cavidade oral que caisam dor, desconforto que levam, muitas vezes, a quadros de desnutrição e desidratação por causa das dificuldade em engulir líquidos ou alimentos.

Xerostomia: a secura excessiva da boca que podem levar a problemas gengivais ou de cáries nos dentes.

Cárie de radiação: por causa da baixa produção de saliva e de má higiene bucal, as cáries podem surgir e consequentemente a necessidade de tratamento cirúrgicos como extrações dentárias, muitas vezes contra-indicadas durante a quimioterapia e após a radioterapia.

Infecções oportunistas: durantes estes tratamentos a imunidade do paciente diminui bastante, o que pode levar a infecções oportunistas

Sangramento bucal: como nas células de defesas, as células da coagulação sanguínea são também afetadas durante a quimioterapia, aumentando as chances de sangramentos, inclusive bucal.

A osteonecrose pode ser em decorrência do uso de drogas como os Bifosfonatos que evitam metástases ósseas em pacientes oncológicos ou devido a radioterapia nos maxilares.

A Osteonecrose induzida por bifosfonatos consiste em uma exposição óssea na maxila ou na mandíbula que não se repara em oito semanas e acomete pacientes que estejam recebendo ou que receberam Bifosfonatos sistemicamente e não sofreram irradiação no complexo maxilomandibular (American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons (AAOMS), 2007)

A osteorradionecrose dos maxilares é uma complicação oral tardia da radioterapia da cabeça e pescoço. Pode ter consequências graves que variam desde dor severa, fístulas e fraturas patológicas. Consiste em uma necrose isquêmica induzida pela radiação local, onde há evidência de imagem e geralmente clínica de necrose óssea por mais de três meses e na ausência local de neoplasia.